A REVOLUÇÃO SERÁ LILÁS!
A crise do capitalismo obrigou a busca por novos mecanismos e territórios para o acúmulo de riquezas, e os detentores do poder hegemônico viram no Brasil a possibilidade de somar duas de suas principais metas com esse objetivo: a exploração dos recursos naturais e a usurpação dos bens do Estado, através da retirada de direitos da classe trabalhadora e das privatizações. Foi por isso que deram um Golpe de Estado aqui!
As mulheres são as principais vítimas desse golpe! Primeiro, em toda sua simbologia, com a destituição de uma presidenta honesta. Depois, porque a exploração dos recursos naturais pelos grandes capitalistas representa a destruição do futuro do nosso país e gera perspectiva de uma nação miserável. Se hoje as desigualdades de gênero e raça já são absurdas, podemos imaginar o que teremos em poucos anos! Finalmente, a usurpação dos bens do Estado vai resultar em uma vitimização ainda maior para as mulheres. Ou alguém tem dúvidas de que a destruição dos serviços públicos, com entrega do nosso patrimônio e o congelamento de investimentos até 2037, o desmonte dos direitos trabalhistas e a reforma da Previdência não afetarão, principalmente, as mulheres?
Um empecilho aos capitalistas é a organização da classe trabalhadora através de suas entidades representativas. E, cada vez mais, as mulheres têm assumido um papel de protagonistas da organização popular de resistência ao golpe.
É por isso que nós acreditamos que serão estas companheiras, vítimas preferenciais do Estado de Exceção e de todo o retrocesso machista que acompanha o pensamento e a prática fascista do golpe , as herdeiras de nossa esperança de libertação!
O MSTL conclama todas e todos a fortalecer a resistência ao golpe e a construir um novo ciclo de vitórias para os trabalhadores, um ciclo emancipatório, de efetivação do poder popular, que tenha os direitos e a autonomia das mulheres como prioridades.
FAÇA PARTE DO COLETIVO DE MULHERES
Além das atividades já desenvolvidas, Coletivo vai fortalecer a luta no MSTL
As mulheres são maioria no MSTL, particularmente nos Projetos Frei Tito e Nelson Mandela, onde grande parte das 800 famílias são chefiadas por nossas companheiras.
Não é a toa que em nosso Trabalho Social relacionado às obras dos apartamentos do Bairro Cooperativa, destacamos atenção especial e organizamos um grupo específico de mulheres.
A forte presença feminina também é vista nos nomes escolhidos pelas famílias para os grupos: Olga Benário, Dandara, Maria da Penha, Zuzu Angel, Márcia Dangremon, Maria Margarida Alves, são algumas das lutadoras lembradas pelo nosso povo!
Agora, além disso, o MSTL organizou o “Coletivo de Mulheres” que vai se reunir, ordinariamente, um sábado por mês (provavelmente o terceiro) em nossa sede.
