Frei Betto, importante parceiro do MSTL, completa 60 livros publicados com o lançamento de mais duas obras, nesta segunda-feira, 10 de agosto.
O frade dominicano explica a intensa produção: "O ofício de escritor, como o do cientista, exige 10% de inspiração e 90% de transpiração, como diz a frase é atribuída a vários gênios, como Einstein e Thomas Edison. Há que ter disciplina. No meu caso de escritor compulsivo, reservo 120 dias do ano exclusivamente à literatura. Isolo-me, desligo o celular e mergulho na produção de meus textos.
Os novos livros são "Paraíso Perdido" e "Um Deus muito humano".
“Paraíso perdido”, reedição ampliada e cujo texto foi todo reescrito, narra 33 anos (1979-2012) de viagens a países socialistas. Nenhuma delas como turista. Todas a trabalho – conferências, eventos e, sobretudo, reaproximação entre religiões e Estado comunista. Com a anuência tanto de religiosos quanto de políticos locais.
"Comecei pela Nicarágua sandinista, em 1969. E até 1989 passei por Cuba, Rússia, Letônia, Lituânia, China, Tchecoslováquia, Polônia e República Democrática da Alemanha. Após a queda do muro de Berlim, restrinjo-me a Cuba, que continuo a visitar e acompanhar o processo de reatamento de relações com os EUA", explica Frei Betto. "O livro é uma reflexão sobre a utopia que mobilizou o melhor de minha geração: alcançar um mundo sem desigualdades sociais, onde todos tivessem assegurada vida digna".
A partir de fatos, descreve conquistas e contradições do socialismo; longas conversas com Fidel, Raúl Castro e Lech Walesa; desafios e preconceitos à fé cristã; e encontros, naqueles países, com familiares de Che Guevara, Gabriel García Márquez, Ernesto Cardenal, Armando Hart, Roberto Fernández Retamar, Marcello Mastroianni, Chico Buarque, Hélio Pellegrino, Fernando Morais, Leonardo Boff, Dom Pedro Casaldáliga e outros.
“Um Deus muito humano” reúne textos sobre a emblemática figura de Jesus. São pequenos ensaios, acessíveis ao leigo, que tratam das diferentes ópticas sobre Jesus e seu contexto histórico, político e moral, com vistas a proporcionar ao leitor melhor compreensão sobre o homem de Nazaré e as razões que levaram dois poderes políticos a condená-lo à morte na cruz. "Enfatizo o sentido de sua mensagem para os dias de hoje".
As duas obras têm lançamentos agendados em noite de autógrafo em São Paulo (10 de agosto, Esch Café, Alameda Lorena 1899).

