Nesta terça-feira, 31 de março, acontece uma Plenária Nacional dos Movimentos Populares, na quadra dos Bancários, Rua Tabatinguera, 192, São Paulo (próximo da Praça da Sé).
O MSTL estará presente, acompanhando a CMP, Central de Movimentos Populares.
O encontro marca a continuidade da Jornada de Lutas, iniciada no dia 13 de março, e entre seus objetivos estão a análise da conjuntura por parte das entidades participantes e a organização de importantes atividades que devem ocorrer nos dias 7 de abril e 1º de maio.
No dia 7 de abril, a CMP, a CUT, a CTB, o MST, a UNE, o MAB, e dezenas de movimentos populares do campo e da cidade (ver relação no final do texto), realizam atos em todo o País para impedir a votação do Projeto de Lei 4330/04, da terceirização, e conscientizar a sociedade sobre o prejuízo que esse PL representa para a classe trabalhadora. Os atos também serão em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhares, da Petrobrás e das reforma política, agrária e da comunicação e combate à corrupção.
No dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, os movimentos vão realizar atos unificados em todo o país. Será mais um dia de luta, de conscientização sobre os ataques aos direitos dos/as trabalhadores/as.
A luta contra o retrocesso, o golpe e a corrupção é de todos e todas
Os ataques contra os direitos dos trabalhadores e contra a democracia uniram ainda mais os movimentos populares do campo e da cidade que sempre lutaram por direitos, construíram o projeto democrático e popular que governa o País desde 2003, reconhecem as conquistas dos últimos anos e não admitem retrocessos nem perda de direitos conquistados.
Mais que as manifestações da direita, o que alertou os movimentos progressistas foi o enorme número de parlamentares de direita eleitos em outubro de 2014. Segundo o DIAP, a bancada de deputados e senadores eleita no ano passado forma o Congresso Nacional mais conservador desde 1964 - a bancada empresarial é formada por 221 representantes; a sindical caiu de 83 para 51.
E o primeiro ataque já começou. Em conjunto com a CNI, o Congresso se prepara para aprovar um dos projetos mais prejudicais aos trabalhadores de que se tem notícia nos últimos anos. É o malfadado PL 4330/04 que amplia a terceirização e foi pautado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para ser votado no dia 7 de abril.
O senador Flexa Ribeiro, do PSDB-PA, por sua vez, pediu o ‘desarquivamento’ do PLS 87/10, que trata do mesmo tema, em uma evidente demonstração de que o cerco está se fechando.
Participarão das mobilizações e apoiam a pauta acima as entidades e coletivos:
- CMP - Central de Movimentos Populares
- CUT – Central Única dos Trabalhadores
- FUP – Federação Única dos Petroleiros
- CTB - Central Dos Trabalhadores do Brasil
- UNE - União Nacional Dos Estudantes
- MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
- MAB – Movimento dos Atingidos Por Barragens
- LEVANTE Popular da Juventude
- FETRAF - Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
- FDE - Fora do Eixo Mídia Ninja
- MMM - Marcha Mundial das Mulheres
- Plebiscito Constituinte
- Plataforma Operaria Camponesa da Energia
- Juventude REVOLUÇÃO
- UBM - União Brasileira de Mulheres
- FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
- CONAM – Confederação Nacional de Associações de Moradores
- UNMP – União Nacional por Moradia Popular
- CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
- Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”
- Juventude 5 de Julho
- Movimento Nacional de Luta pelo Socialismo