
A Central de Movimentos Populares divulgou um documento à presidenta Dilma Rousseff em sua posse, no qual ressalta a preocupação com alguns rumos assumidos depois das eleições, como as escolhas dos ministros e as medidas de restrição de acesso aos direitos dos trabalhadores e dos mais pobres, como nos casos do seguro-desemprego e pensão por morte.
A CMP também afirma que não concorda com a ausência de diálogo com os movimentos sociais, que está perplexa com o genocídio da juventude pobre e negra, atenta ao avanço de posições conservadoras na sociedade e avisa que o ajuste fiscal tem que ser feito em cima dos ricos: a taxação deve ocorrer na riqueza, não na produção.
A CMP posicionou-se nas eleições, defendendo a continuidade do governo e cobra os seguintes compromissos:
• Prioridade para as Reformas Agrária e Urbana;
• Conselhos de Participação Popular com caráter deliberativo;
• Convocação da Constituinte Exclusiva e Soberana para a Reforma Política;
• Reforma Tributária que taxe as fortunas e a renda dos mais ricos;
• Reforma imediata dos meios de comunicação;
• Reforma do Judiciário;
• Desmilitarização das polícias.