Em seu 6º Congresso, Central contou com a presença massiva das entidades filiadas e de importantes lideranças, como o ex-presidente Lula. MSTL mostrou seu compromisso, com a participação de onze delegados e a eleição de Emilene Dias para a Coordenação Estadual.
Nos dias 21 e 22 de outubro, a cidade de São Paulo foi o palco de uma importante demonstração de força e unidade dos movimentos populares na resistência ao golpe em curso em nosso país. A Quadra dos Bancários abrigou o 6º Congresso Estadual da Central de Movimentos Populares - CMP-SP.
No ato de abertura, mais de 2 mil pessoas lotaram o espaço e participaram de verdadeiras análises de conjuntura através das falas dos representantes de entidades parceiras, como CUT-SP, MAB, MST, Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres, Fundação Perseu Abramo, além de parlamentares e dirigentes do PT.
O Coordenador Geral do MSTL, Eduardo Cardoso, atual coordenador nacional da CMP, foi um dos componentes da mesa de abertura, e Míriam Hermógenes, também da coordenação do MSTL e da CMP-BR, fez parte da equipe de organização do Congresso. Nosso Movimento também foi representado por onze delegados e delegadas, eleitos nos encontros regionais.
Na abertura, o fotógrafo Douglas Mansur homenageou Dom Paulo Evaristo Arns, ex-cardeal de São Paulo, que deu o nome ao Congresso.
O segundo momento do 6° Congresso trouxe o debate sobre o momento político do país, o avanço da onda conservadora, o papel da mídia na sustentação do golpe e dos governos Michel Temer e Geraldo Alckmin e os desafios dos movimentos populares e da classe trabalhadora para o próximo período.

PRESIDENTE LULA
O primeiro dia do Congresso foi encerrado em grande estilo, com as presenças do ex-presidente Lula (na foto ao lado, lendo o Jornal do MSTL) e da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann.
Lula agradeceu à CMP e ressaltou o papel dos Movimentos Populares na luta pela democracia. A retomada das bandeiras de luta e o fortalecimento do Partido após o golpe foram fatos mencionados por Lula, ao lembrar que o país está muito pior que quando estava sendo conduzido pela ex-presidenta Dilma.
Na opinião de Lula, “A única possibilidade do país retomar a credibilidade é com eleições diretas e livres, e que o governo seja popular, democrático e indutor do crescimento”.
DEMOCRACIA PARTICIPATIVA
Cinco grupos de trabalho definiram as diretrizes para a Central de Movimentos Populares no próximo período - prioridades, consolidação da CMP nas regiões, formação política, comunicação e finanças.
Todos tiveram vez e voz nos debates, com intervenções, acréscimos, críticas e, ao final, votação.
MSTL REPRESENTADO NA NOVA COORDENAÇÃO
Para enfrentar estes desafios, a CMP vai poder contar com a contribuição de uma importante militante do MSTL: Emilene Dias (segunda da fileira de baixo) foi eleita para a Coordenação Estadual. Uma das responsáveis pela organização do trabalho de base da nossa entidade, Emilene garante que vai representar nossa entidade com a mesma garra com que tem atuado na coordenação do MSTL: “A gente sabe que os enfrentamentos são grandes, especialmente aqui em São Paulo, que é o berço dessa direita que quer acabar com os direitos dos mais pobres, mas a escola que tive no MSTL me ensinou que, com organização e compromisso, podemos vencer”.
Para a coordenação geral da CMP-SP, os delegados decidiram reconduzir o companheiro Raimundo Bonfim.
NACIONAL
Para o Congresso Nacional da CMP, que acontece em 2018, o MSTL vai contar com cinco delegados: Emilene Dias, Zilmar dos Santos e Elaine Bezerra, eleitas na etapa estadual, e Eduardo Cardoso e Miriam Hermógenes, delegados natos por já fazerem parte da Coordenação Nacional da Central.