“Não haverá golpes no país sem resistência de massa nas ruas. Não iremos para debaixo da cama, nem para a França.
É esse o nosso país e aqui nós vamos estar. Os nossos movimentos não formaram covardes”
Gilmar Mauro - MST
O MSTL e a CMP uniram-se às lideranças dos movimentos populares, centrais sindicais e partidos políticos na realização da Plenária Nacional dos Movimentos Populares por Mais Democracia, Mais Direitos e Combate à Corrupção, que contou com a participação de mais de 2 mil pessoas na Quadra dos Bancários, na noite desta terça-feira (31), todas dispostas a defender a democracia, a reforma política, a Petrobras e os direitos trabalhistas.
Raimundo Bonfim, representando a CMP, agradeceu à presença massiva dos militantes das entidades filiadas à Central e afirmou que "Os movimentos sociais foram fundamentais para impedir a vitória da direita nas eleições presidenciais, o que representaria um grande retrocesso para o país. Assim como estivemos nas ruas em 2014, defendendo a continuidade do projeto democrático e popular, estamos novamente nas ruas, para dizer que não aceitamos o retrocesso, não aceitamos nenhum direito a menos e que queremos avançar nas bandeiras e nas lutas dos movimentos sociais. Estamos vivendo mais uma importante batalha e, nos próximos dias e meses, as ruas serão fundamentais para que vençamos esta batalha. Se o andar de cima insistir em bater panela, nós do andar de baixo só temos uma alternativa: vamos tacar fogo no fogão!".
“Jamais aceitaremos o golpismo, mas não aceitamos e não podemos achar que o ajuste fiscal feito pelo [ministro da Fazenda Joaquim] Levy vá levar esse Brasil à frente, porque não vai. Nós necessitamos que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. E há insatisfação da classe trabalhadora, registre-se”, acrescentou o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Já Gilmar Mauro, da coordenação do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, destacou que o movimento defenderá o governo se houver ameaça de golpe, mas criticou também a política econômica desenvolvida pelo Planalto. “Não haverá golpes no país sem resistência de massa nas ruas. Não iremos para debaixo da cama, nem para a França. É esse o nosso país e aqui nós vamos estar. Os nossos movimentos não formaram covardes”, disse.
Lula critica preconceito contra militantes de esquerda
O preconceito contra pessoas de esquerda foi um dos temas abordados no discurso do ex-presidente Lula. Ele lembrou que as pessoas têm sido atacadas por usarem vermelho. E disse: "Meu sangue é vermelho, mas é brasileiro".
Lula relembrou manchetes de jornais do início do seu governo de 2003 e de 2007, para mostrar que o teor negativo das manchetes de agora e do passado é semelhante. "No início do meu governo, em 2007, perguntavam se era o fim do meu governo; não era o fim e não será o fim do governo da Dilma", afirmou.
O ex-presidente criticou a transformação de delatores condenados em heróis se disse indignado com a corrupção, mas afirmou que "nunca existiu ninguém com a coragem e a valentia da presidenta Dilma para fazer essas investigações".
7 de abril e 1º de maio, tem mais!
A plenária promovida pela Central de Movimentos Populares (CMP), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e outros movimentos populares do campo e da cidade, da juventude, feministas e de combate ao racismo serviu para convocar e preparar duas grandes mobilizações de rua que acontecerão nos dias 7 de abril e 1º de maio, Dia do Trabalhador, em todo país.
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