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jornadaO MSTL participa nesta manhã de ato contra os cortes promovidos pelo governo Bolsonaro no Programa Minha Casa Minha Vida - MCMV. A atividade começou às 8h30, com concentração na Praça Oswaldo Cruz, e segue em caminhada até o escritório da Presidência da República, na Avenida Paulista.

APÓS CORTES DE BOLSONARO, MCMV TEM MENOR VERBA DESDE SUA CRIAÇÃO

Criado pelo ex-presidente Lula em 2009, o Programa Minha Casa Minha Vida completou 10 anos no dia 25 de março. Neste período, foram 5,5 milhões de unidades contratadas, com 4 milhões já entregues à população. Entre as contratadas e ainda não entregues estão as 800 unidades dos Projetos Frei Tito e Nelson Mandela, do MSTL.

“Agora, o programa que beneficiou tantas famílias e gerou tantos empregos e renda em todo o país sofre com os ataques do governo federal. Os maiores cortes foram justamente na Faixa 1, em que os imóveis são 100% subsidiados e que atende famílias com renda de até R$ 1,8 mil”, explica o Coordenador Geral do MSTL, Eduardo Cardoso.

Para 2019, o programa tem o seu menor orçamento desde sua criação, contando com apenas R$ 4,4 bilhões. Os cortes também foram registrados nas faixas que atendem famílias com rendas mais altas.

Cortes preocupam construção civil

Considerado essencial para o setor de construção civil, a ausência de propostas de Bolsonaro já preocupa o setor. Para o gerente de projetos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Renato Lomonaca, o déficit habitacional do Brasil ainda é muito grande e o governo não pode ignorar o problema. Segundo uma pesquisa da Abrainc e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 2017 o Brasil registrou um déficit habitacional de 7,8 milhões de domicílios.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a indefinição do governo Jair Bolsonaro sobre o assunto também tem causado preocupação. “Toda indefinição é terrível. O MCMV foi e continua sendo fundamental no combate ao déficit habitacional e particularmente na geração de emprego, renda e arrecadação tributária, principalmente em um contexto de desaceleração da atividade econômica”.

Minha Casa, Minha Vida empregou 3,5 milhões de brasileiros

O Minha Casa, Minha Vida é visto como um grande gerador de empregos. De acordo com dados da CBIC, para a realização das contratações desde o início do Programa até dezembro de 2018, essas obras empregaram diretamente 3,5 milhões de trabalhadores, o equivalente a 390 mil postos de trabalho ao ano em média. No período, os tributos diretos gerados somaram quase R$ 51 bilhões.

Convocado pela CMP – Central de Movimentos Populares, o ato faz parte da “Jornada Nacional de Luta por Moradia e em Defesa do MCMV Entidades” e conta com militantes e dirigentes do MSTL, UMM, MMPT, FLM, ESTRELA GUIA, MMLJ, VERMELHO PARA LUTAR, CEPROCIG, MTD e UNAS.

Com informações da CBIC e do G1