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PEDRO MUNHOZO poeta e trovador PEDRO MUNHOZ se apresenta no Espaço de Formação Paulo Freire nesta quinta-feira, 1º de novembro, véspera de feriado, às 20 horas, para lançar seu livro e novo DVD.

A atividade está sendo organizada pelo MSTL e pelo Centro Cultural Afro Brasileiro Francisco Solano Trindade.

Desde outubro de 2017, quando participou do debate sobre a Revolução Cubana e os 50 Anos sem Che, no Espaço Paulo Freire, a relação de amizade com o MSTL se intensificou. Resultado desse encontro: Pedro compôs um hino para o MSTL (clique aqui para conhecer a letra). Agora, ele está de volta para trazer sua nova obra e brindar-nos com muita música, poesia e cultura de resistência.

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Nenhum rótulo faria jus à personalidade desse trovador gaúcho, que se mantém fiel às suas convicções e não tem papas na língua quando instigado a falar sobre algo que lhe incomoda. Não perdoa, por exemplo, certos trabalhos assistenciais, cujo objetivo principal é fazer marketing de grandes empresas: “Eu não quero salvar 200 crianças, eu quero salvar todas! ‘Ah, mas tu és utópico’, podem falar. As mudanças no mundo foram feitas por loucos e sonhadores”.

Simpático e falante, o compositor de Barra do Ribeiro explica como surgiu o interesse pela música e pela política. As primeiras influências vieram da família. “Meu pai, Pedro Barbosa, foi vereador por vários anos em Barra do Ribeiro. Ele foi minha primeira grande referência política. Musicalmente, o meu irmão, 12 anos mais velho, me apresentou Bach, Vivaldi, Tchaicovsky, música popular brasileira. Na parte regionalista, fui influenciado pela minha mãe, Dacila, a “dona” Cila, que sempre ouviu muito Teixeirinha, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga”, explica o autor de canções como “Procissão dos Retirantes” e “Não Quero o Cinza Cimento, Quero o Verde Natureza”.

O trovador gaúcho vive da música que compõe. “Eu não faço parte do mercado. Vendo discos de mão em mão, nos shows ou no meu site. Não trabalho com CDs prensados, mas ‘queimados’ em uma fábrica de São Paulo. O resto é montado em casa, inclusive o material gráfico, que é de primeira”, ressalta. Mas a essência do trabalho está nos shows e nos discos. “Nos últimos anos, vendi cerca de 10 mil CDs. Para um artista independente, como eu... Tchê, fico muito feliz com isso”.

No final dos anos 90, gravou seu primeiro disco, no Teatro do COP (Círculo Operário Pelotense). “Encantoria ao Vivo”, de 1998, foi um divisor de águas para o então músico da noite pelotense. No ano seguinte, venceu o Festival Nacional da Reforma Agrária e a carreira começou a engrenar. “Minha vida mudou. De lá pra cá, não parei mais. Fui pra Cuba, Canadá, Uruguai, viajei por vários lugares desse mundo cantando”, destaca.