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MSTL e entidades realizaram o 24º Grito dos Excluídos, em São Bernardo

Grito dos ExcluídosNo feriado de 7 de setembro não teve folga para o povo que luta! Militantes do MSTL e de outras organizações dos movimentos populares e sindical marcharam pela Rua Marechal Deodoro, em São Bernardo, para reafirmar que a verdadeira independência nacional ainda não aconteceu. É o GRITO DOS EXCLUÍDOS, realizado pela 24ª vez em várias cidades do Brasil e de outros países da América Latina.

Para Eduardo Cardoso, da CMP e coordenador geral do MSTL, o Grito dos Excluídos é uma das manifestações populares mais democráticas e simbólicas: “É essencial que nosso povo tenha espaço e oportunidade de soltar esse grito de revolta contra a opressão, contra o sistema de morte e contra os privilegiados por ele. Por isso, por mais que seja fundamental a presença de tantas entidades dos movimentos sociais em sua organização, o que faz a diferença é proporcionar esse momento onde todos e todas podem gritar contra os retrocessos que temos vivido e a favor da vida, da democracia e pelo direito de Lula ser candidato”.

CAMINHADA PERCORREU CAMINHO HISTÓRICO DA LUTA DOS TRABALHADORES

Concentrados no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, desde 10h da manhã, os manifestantes seguiram em marcha pela Rua Marechal Deodoro até a Praça da Matriz, o mesmo caminho percorrido pelos trabalhadores e trabalhadoras na luta contra a ditadura militar, no final dos anos 70, e repetido sempre que os direitos de nossa classe estão em risco.

O Grupo ARCA de Teatro realizou uma emocionante intervenção em todo o trajeto, representando um cortejo fúnebre, onde a reforma trabalhista, a mídia golpista, a retirada de direitos e o golpe de Estado em curso no Brasil foram simbolicamente enterrados.

Ao contrário do que alguns temiam, a caminhada transcorreu em paz e com expressivo apoio da população. Infelizmente, apenas um evento desagradável, quando um apoiador de Jair Bolsonaro, de forma covarde, atirou pedras em duas companheiras do MSTL. Nossa resposta foi a manifestação de unidade e coragem de um povo que seguirá em marcha até a vitória final.

O QUE É O GRITO DOS EXCLUÍDOS

A ideia de organizar um Grito dos Excluídos no mesmo dia em que relembramos o “grito da independência” surgiu em 1994. O primeiro Grito foi realizado em 1995 e o tema foi o mesmo desse ano: “A vida em primeiro lugar”. De lá para cá, rompeu os limites da cidade de São Paulo e, hoje, é realizado em várias cidades de toda a América Latina.

Participaram desta edição, além do MSTL, CMP – Central de Movimentos Populares, CUT-ABC, Frente Brasil Popular do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Pastoral Operária, MST, MTST, MPA, Projeto Meninos e Meninas de Rua, Movimento População de Rua, Marcha Mundial das Mulheres, Instituto Solano Trindade, Unisol Brasil, Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo e Coletivo Muçulmanas e Muçulmanos Contra o Golpe.

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Clique aqui para assistir à intervenção do Grupo ARCA na Praça da Matriz.